quinta-feira, 3 de junho de 2010

Retratamento de canal de incisivo inferior e restauração estética


Informativo - Junho 2010
Quando acidentes acontecem com fraturas dentárias a melhor forma de se resolver o problema é
fazer um bom plano de tratamento e, com muita calma, vencer as etapas de cada consulta da restauração estética.
Dessa vez uma paciente necessitou de muita paciência por parte de toda a equipe (consultório/laboratório) pela pequenez de seu incisivo central inferior fraturado em uma brincadeira de criança há 12 anos. Ela nos procurou insatisfeita com as restaurações em resina feitas na época.
O canal precisou ser retratado e optamos em realizar um núcleo e um casquete com a coroa em cerâmica à parte por ela ser muito jovem. A vantagem é a praticidade em retirar apenas o casquete caso precise ser reparado ou refeita a estética, sem agredir a estrutura da raiz.
As duas maiores dificuldades nesse caso foram trabalhar com um dente tão pequeno, devolvendo a sua delicadeza original e harmonizando-o dentro de um pequeno apinhamento nos incisivos centrais sem que ele fosse projetado para fora.

Veja algumas fotos das etapas de nosso trabalho e o resultado satisfatório que tornou mais bonito o sorriso dessa linda jovem!

Um abraço,

Dr.ª Gláucia Vilela

Foto da radiografia final do canal após ser retratado. Acima, a radiografia inicial.


Após o retratamento foi feito um provisório. Abaixo, o núcleo já cimentado para a moldagem para a confecção do casquete.




Prova do casquete com os desgastes e ajustes em diversos ângulos com o objetivo de alinhar o máximo possível a camada de cerâmica com os outros dentes.























Verificação da lingual.

Casquete já ajustado no modelo. A próxima etapa é a prova da cerâmica.
Abaixo as fotos do resultado final e o dente harmonizado no sorriso da paciente.






























domingo, 6 de dezembro de 2009

Acesso a conduto radicular mineralizado através da Tomografia Computadorizada Cone Bean

Queixa principal: a restauração com o núcleo caiam sempre.
A paciente de 63 anos levou uma queda quando tinha vinte anos, fraturando o incisivo central superior direito onde foi realizado um implante.
O incisivo central superior esquerdo é o nosso caso que chegou ao consultório com uma coroa em metalocerâmica e um núcleo muito curto porque o canal estava calcificado para a realização do tratamento endodôntico até o terço apical.
Com uma lesão periapical, ela foi encaminhada para fazer a Tomografia Computadorizada Cone Bean para a melhor vizualização da raiz, verificar fraturas e localizar, talvez, uma luz de entrada para a odontometria, já que havia passado muito tempo após o trauma.

Abaixo, os diversos cortes da tomografia e a bem sucedida localização de uma entrada no canal até o terço apical, possibilitando o tratamento endodôntico e a confecção de um núcleo maior.


No corte 63 (em azul) observa-se à palatina do núcleo, uma parede opaca e um possível acesso ao canal. Repare que essa entrada não é mais visualizada nos cortes seguinte e anterior, uma diferença de 1 mm. No corte 62 (também visualizado no corte axial 17,5), um cálculo abaixo do núcleo que impediu o tratamento endodôntico.
Transversal sem zoom e régua.

Visualização axial da entrada no conduto do corte transversal 63, ao lado do núcleo. A primeira com o indicador azul do corte transversal, a segunda sem os indicadores.










Reprodução da maxila da paciente na janela 3D, com o corte transversal onde foi vizualizado
um acesso ao terço apical à distal do conduto.

Posicionamento da maxila da paciente deitada na cadeira odontológica, com a marcação do corte transversal 62.70 onde estaria localizado o acesso ao conduto bem à distal da antiga coroa, dando melhor orientação ao direcionamento da lima.





A pesquisa e entrada no conduto atrésico foi realizada sem anestesia, sem isolamento absoluto, com lima da série especial, nº6, entrando encostada e paralela à parede distal do conduto.








Após 10mm, conforme a medição na tomografia, a paciente apresentou desconforto, quando foi realizada a periapical que confirmou a entrada bem sucedida no canal e a sua parcial mineralização.












Na sessão seguinte, a paciente foi anestesiada e colocado o isolamento absoluto com grampo no 23.






Instrumentação inicial com as limas da série especial posicionadas à distal do conduto. A remoção do cálculo do corte axial 14 foi realizada com a ponta endodôntica do ultrassom. Logo após, com o canal desobstruído e naturalmente alargado, foi concluído o preparo apical e as demais etapas de instrumentação.








Prova do cone, seguida da obturação com condensação lateral.





















































Radigrafias finais, avaliação da condensação lateral e a condensação vertical com o núcleo provisório cimentado com hidróxido de cálcio.